Do abismo à luz: o peixe “diabo negro” e a cegueira espiritual dos fariseus

Um peixe das profundezas e a luz

Recentemente, cientistas registraram, pela primeira vez, um peixe “diabo negro” (Melanocetus johnsonii) vivo próximo à superfície do mar. Essa espécie habita as profundezas oceânicas entre 200 e 2.000 metros, onde a luz do sol não penetra. Por isso, quando um espécime foi encontrado em águas rasas, causou surpresa na comunidade científica. No entanto, pouco depois de ser retirado da escuridão para um ambiente iluminado, o peixe morreu.

Esse evento raro ilustra uma realidade espiritual profunda. Algumas criaturas são tão acostumadas à escuridão que não conseguem sobreviver na luz. Esse fenômeno não se aplica apenas ao mundo natural, mas também ao campo espiritual, como vemos na narrativa do cego de nascença em João 9.

A cegueira dos fariseus e a luz de Cristo

Em João 9, Jesus cura um homem cego de nascença. Esse milagre não apenas restaura sua visão física, mas também ilumina sua vida espiritual. No entanto, a reação dos fariseus é surpreendente: em vez de se alegrarem, eles rejeitam o milagre e questionam sua autenticidade. Eles estavam tão acostumados às trevas de seu legalismo que não suportavam a luz da verdade.

Essa recusa em ver a realidade espiritual é enfatizada por Jesus ao declarar:

“Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos.” (João 9:39)

Os fariseus acreditavam enxergar claramente, mas estavam cegos para a verdade. Assim como o peixe “diabo negro” não sobrevive fora da escuridão das profundezas, os fariseus não suportavam a revelação de Cristo.

A luz expõe e transforma

A história do peixe e a cegueira dos fariseus nos ensinam uma grande lição: a luz revela a verdade. Para alguns, isso é motivo de celebração; para outros, é insuportável. Jesus disse:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8:12)

A cegueira espiritual é um problema que persiste até hoje. Muitos rejeitam a verdade do evangelho porque temem a exposição que a luz de Cristo traz. Assim como o peixe das profundezas não pode viver na claridade, corações endurecidos se afastam da presença de Deus.

Escolhendo viver na luz

A história do cego de nascença nos convida a uma decisão. Ele escolheu acreditar e seguir Jesus, enquanto os fariseus se agarraram às suas trevas espirituais. Hoje, somos confrontados com a mesma escolha: queremos que Cristo nos ilumine ou preferimos permanecer na escuridão?

O evangelho não apenas ilumina, mas transforma. Cristo nos convida a abrir os olhos e viver na Sua luz. Que possamos permitir que Ele nos guie, rejeitando a cegueira do orgulho e da incredulidade, e experimentando a verdadeira visão que só o Senhor pode dar.

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